
Susa
Antiga cidade elamita reconstruída por Dario como sede real, planície de Elam, a partir de cerca de 520 AEC
No jogo: Nível 5: A Carta, Nível 6: A Ponte de Barcos, Nível 7: Sardes em Chamas, Nível 8: A Baía de Maratona
Susa ficava na planície das terras baixas do Elam e havia sido uma de suas principais cidades por milhares de anos antes da chegada dos persas. Dario fez dela uma residência real, construindo um palácio e um grande salão de colunas com materiais e artesãos trazidos de todo o império. Os escritores gregos a conheciam como a cidade do Rei, onde terminava a Estrada Real vinda de Sardes.
No jogo: O jogo apresenta Susa como a capital de Elam, onde Dario constrói seu palácio e a Apadana no fim da Estrada Real. Susa era uma das principais cidades de Elam, ao lado de Anshan, e não sua única capital, e as obras provavelmente começaram pouco depois de 521 AEC.

Uma cidade elamita anterior aos persas
Nos registrosEscavações mostram ocupação em Susa desde cerca de 4000, e por longos períodos ela foi uma das principais cidades de Elam, dividindo esse papel com Anshan, nas terras altas. O rei assírio Assurbanípal a saqueou por volta de 646 AEC e se vangloriou da destruição em suas próprias inscrições. A cidade provavelmente já havia sido reocupada na época de Ciro, embora os vestígios desse período sejam escassos, e nenhum cerco é registrado quando ela passou ao domínio persa.
D. T. Potts, The Archaeology of Elam, 1999

A carta de fundação de Dario
Nos registrosEm sua carta DSf, Dario afirmou que seus construtores cavaram até encontrar terreno firme e encheram a fossa com cascalho antes de erguer o palácio. Ele enumerou a procedência dos materiais: cedro do Líbano, ouro de Sardes e da Báctria, prata e ébano do Egito, marfim de Cuxe e da Índia. Jônios e sardianos talharam a pedra, medos e egípcios trabalharam o ouro, e babilônios fizeram os tijolos. Behistun registra que Dario sufocou três revoltas em Elam entre 522 AEC e cerca de 519 AEC.
DSf; DB

O tijolo vidrado e a Apadana
Nos registrosEscavadores franceses, a partir da década de 1880, revelaram o palácio e a Apadana, um salão quadrado de trinta e seis colunas de pedra com pórticos em três lados. As paredes eram revestidas de tijolos moldados e vidrados que mostravam guardas com lanças e arcos, leões e criaturas aladas; muitos painéis estão hoje no Louvre. Uma inscrição posterior diz que o salão foi destruído por um incêndio sob Artaxerxes I e reconstruído por Artaxerxes II.
J. Perrot (ed.), The Palace of Darius at Susa, 2013

O fim da Estrada Real
Relato antigoHeródoto descreve a estrada de Sardes a Susa, com estações reais ao longo de todo o percurso, e a calcula em cerca de 450 parasangas, uns três meses a pé. Ele acrescenta mais três dias para o trecho que sobe de Éfeso, no litoral, até Sardes. Também põe na boca de Aristágoras a afirmação de que Susa guardava os tesouros do Rei.
Herodotus 5.49; Herodotus 5.52-54

Capital ou uma sede entre várias
DisputadoOs escritores gregos tratavam Susa como a principal cidade dos reis persas, e Ésquilo ambientou ali sua peça Os Persas. Xenofonte diz que a corte se deslocava conforme as estações entre a Babilônia, Susa e Ecbátana. Os historiadores concordam que o Rei circulava entre várias residências, inclusive Persépolis, mas discutem quão regular era esse ciclo e até que ponto Susa superava as demais.
Xenophon, Cyropaedia 8.6.22; P. Briant, From Cyrus to Alexander, 2002
Fontes
- DSf
- Herodotus 5.52-54
- J. Perrot (ed.), The Palace of Darius at Susa, 2013
- P. Briant, From Cyrus to Alexander, 2002
- D. T. Potts, The Archaeology of Elam, 1999
- DB