
Esparta
Principal cidade da Lacônia, no sul da Grécia, potência grega dominante em 480-479 AEC
No jogo: Nível 7: Sardes em Chamas, Nível 8: A Baía de Maratona, Nível 10: Os Portões Quentes
Esparta era a principal cidade da Lacônia, no sul do Peloponeso. Era governada por dois reis e vivia do trabalho dos hilotas. No período persa, liderava a mais forte aliança de Estados gregos, recusou as exigências do Rei e forneceu os comandantes da resistência grega nas Termópilas e em Plateia.
No jogo: O jogo apresenta Esparta como parceira comercial. Trata-se de uma simplificação: nenhuma fonte mostra comércio regular entre Esparta e a Pérsia, e em 480-479 Esparta liderou a guerra grega contra o Rei.

Aldeias às margens do Eurotas
Nos registrosEsparta ficava no vale do rio Eurotas e era formada por um conjunto de aldeias sem muralha. As escavações da Escola Britânica de Atenas no santuário de Ártemis Órtia revelaram milhares de pequenas estatuetas de chumbo, marfins entalhados e fragmentos de cerâmica lacônia deixados como oferendas. Pouco resta hoje no local de construções monumentais do período.
R. M. Dawkins, The Sanctuary of Artemis Orthia at Sparta, 1929

Reis, éforos e hilotas
Relato antigoHeródoto e Xenofonte descrevem um Estado com dois reis hereditários das casas dos Ágidas e dos Euripôntidas, cinco éforos eleitos a cada ano e um conselho de anciãos. Os cidadãos homens, os esparciatas, treinavam para a guerra desde a infância e viviam de propriedades cultivadas pelos hilotas, uma população submetida da Lacônia e da Messênia. Por volta de 500, Esparta liderava a maior parte do Peloponeso por meio de uma rede de alianças.
Herodotus 6.56-58; Xenophon, Constitution of the Lacedaemonians

Emissários e recusas
Relato antigoHeródoto conta que Esparta enviou um arauto para advertir Ciro de que não tocasse nas cidades gregas da Ásia após a queda de Sardes, e que Ciro perguntou quem eram os espartanos. Por volta de 499, o rei Cleômenes recusou o pedido de Aristágoras de Mileto ao saber que Susa ficava a três meses de marcha do mar. Heródoto também diz que os espartanos atiraram os arautos de Dario num poço, e que em 490 suas tropas chegaram a Maratona somente depois da batalha.
Herodotus 1.152-153; 5.49-51; 7.133; 6.106; 6.120

Quão aberta era Esparta
DisputadoEscritores posteriores retratavam Esparta como um Estado fechado e austero, que usava barras de ferro em vez de prata e expulsava os estrangeiros. Os historiadores chamam esse retrato de miragem espartana e discutem até que ponto ele se aplica ao século VI, quando a cerâmica e os bronzes lacônios chegavam a Samos, à Etrúria e a Cirene. Heródoto diz que Esparta era aliada de Creso da Lídia, mas nenhuma fonte mostra comércio regular com o império persa.
F. Ollier, Le mirage spartiate, 1933; P. Cartledge, Sparta and Lakonia, 1979; Herodotus 1.69

Licurgo, o legislador
Lenda posteriorOs espartanos atribuíam seu modo de vida a um único legislador, Licurgo. Algumas versões diziam que ele recebera suas leis do oráculo de Delfos. Heródoto já conta essa história, e Plutarco escreveu mais tarde uma biografia completa dele, mas os autores antigos não chegavam a um acordo sobre quando ele viveu. Hoje, a maioria dos historiadores o trata como uma figura da tradição, e não como uma pessoa conhecida.
Herodotus 1.65; Plutarch, Lycurgus
Fontes
- Herodotus, Histories
- Xenophon, Constitution of the Lacedaemonians
- P. Cartledge, Sparta and Lakonia, 1979
- R. M. Dawkins, The Sanctuary of Artemis Orthia at Sparta, 1929
- F. Ollier, Le mirage spartiate, 1933
- Plutarch, Lycurgus